Acabo de saber da morte do querido Luiz Carlos da Vila.
Me disseram que foi hoje mais cedo.
Contudo, nenhum destaque, ou chamada, até agora, sobre um dos maiores compositores populares surgido neste país nos últimos 30 anos, nas primeiras páginas do site da GLOBO.COM ou UOL.
Em compensação, a tragédia do assassinato da adolescente Eloá _ algo terrível em SP, este evento sim, tem a seguinte manchete:
LINDEMBERG AINDA NÃO SABE DA MORTE DA EX
Vai em paz Luiz e olhai por nós neste mundo sem melodia.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Entressafra. De que, jogadores?!??!?!??!?!
Isso é algo tão fora do meu foco que ao pensar em escrever sobre este tema, a primeira bola dividida foi o português: como se escreve entre-safra? Com ou sem hífen?
Hífen, tá vendo, tem origem latina, mas é palavra terminada em "n"...
Se no prosaico português diário, neste caso, está livre de algum anglicismo, o substantivo entressafra (essa é a forma correta), não.
Como me irrita ouvir este substantivo, adjetivando a seleção brasileira. A canarinho.
Sabe porque?
Nós temos um técnico indiscutível hoje neste país? Não!
mas temos...
Diogo Cavalieri
Thiago Silva
Leonardo Moura
Nós temos uma CBF presidida à altura da história do nosso futebol? Não!
mas temos...
Lucas
Hernanes
Thiago Neves
Nós temos a seleção jogando mais no Brasil do que no Cazaquistão? Não!
mas temos...
Nilmar
Kléber Pereira
Alexandre Pato
Eu nem vou falar em Robinho e Kaká.
Do quanto acredito que Julio Baptista poderia ser um excelente cabeça de área _ sua posição de origem.
Do quanto acredito que Anderson poderia ser um excelente ponta-de-lança _ sua posição de origem.
Mas a cabeça da direção do futebol brasileiro parece estar aprisionada à mentalidade européia de se jogar bola.
O Dunga coitado, a despeito de alguma positiva liderança que possa trazer ao futebol pátrio, é um colonizado.
Na pior acepção que esta palavra possa ter.
Introjetou o futebol medíocre que deu títulos expressivos a seleções como Itália e Alemanha, sendo técnico da Seleção Brasileira de Futebol.
Algo próximo a montar um time de capados.
Capados em criatividade, na plasticidade do trato da bola, no encantamento para quem assiste a uma daquelas triangulações que ao longo das últimas cinco décadas parecem escrever novas regras geométricas.
O campo é retangular. Mas a esfera no pé de um brasileiro subverte análises de cateto e hipotenusa, seno e co-seno.
Olha o hífen aí de novo... só ele para tentar explicar jogadas que tangenciam o impossível.
Entressafra sim de planejamento administrativo e técnico, além da histórica reprodução da subserviência.
De jogadores não!
Estamos, em pleno século XXI, reproduzindo no futebol a mesma lógica de dois séculos atrás nesta terra que já serviu até para coroas de nobres covardes fugirem da guerra.
As senhoras abastadas adoravam ostentar seus adornos vindos da Metrópole. Lamentavelmente, invariavelmente, ouro expropriado deste chão.
Quem assistiu ao Zé Roberto brilhar no Santos há dois anos ou ao Imperador Adriano, até o meio deste ano, no São Paulo, sabe o que seria um campeonato brasileiro com jogadores deste nível, em volume, desfilando seu talento por Maracas, Morumbis, Olímpicos, Barradões, etc...
Não faltam jogadores.
Falta é mentalidade gerencial para valorizar o que eles têm de melhor.
Falta arquibancada que não sejam as da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, etc... onde nossos conterrâneos enchem os olhos dos gringos.
Quer assistir a Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Pato jogarem junto?
No melhor estilo de reprodução colonial., já que a passagem é cara,
pague e assista-os, pelo pay-per-view.
A entressafra brasileira passa até pela língua _ fala-se do nosso futebol de cabeça baixa e até com sotaque.
Mas ela não chegou aos pés!!!
Hífen, tá vendo, tem origem latina, mas é palavra terminada em "n"...
Se no prosaico português diário, neste caso, está livre de algum anglicismo, o substantivo entressafra (essa é a forma correta), não.
Como me irrita ouvir este substantivo, adjetivando a seleção brasileira. A canarinho.
Sabe porque?
Nós temos um técnico indiscutível hoje neste país? Não!
mas temos...
Diogo Cavalieri
Thiago Silva
Leonardo Moura
Nós temos uma CBF presidida à altura da história do nosso futebol? Não!
mas temos...
Lucas
Hernanes
Thiago Neves
Nós temos a seleção jogando mais no Brasil do que no Cazaquistão? Não!
mas temos...
Nilmar
Kléber Pereira
Alexandre Pato
Eu nem vou falar em Robinho e Kaká.
Do quanto acredito que Julio Baptista poderia ser um excelente cabeça de área _ sua posição de origem.
Do quanto acredito que Anderson poderia ser um excelente ponta-de-lança _ sua posição de origem.
Mas a cabeça da direção do futebol brasileiro parece estar aprisionada à mentalidade européia de se jogar bola.
O Dunga coitado, a despeito de alguma positiva liderança que possa trazer ao futebol pátrio, é um colonizado.
Na pior acepção que esta palavra possa ter.
Introjetou o futebol medíocre que deu títulos expressivos a seleções como Itália e Alemanha, sendo técnico da Seleção Brasileira de Futebol.
Algo próximo a montar um time de capados.
Capados em criatividade, na plasticidade do trato da bola, no encantamento para quem assiste a uma daquelas triangulações que ao longo das últimas cinco décadas parecem escrever novas regras geométricas.
O campo é retangular. Mas a esfera no pé de um brasileiro subverte análises de cateto e hipotenusa, seno e co-seno.
Olha o hífen aí de novo... só ele para tentar explicar jogadas que tangenciam o impossível.
Entressafra sim de planejamento administrativo e técnico, além da histórica reprodução da subserviência.
De jogadores não!
Estamos, em pleno século XXI, reproduzindo no futebol a mesma lógica de dois séculos atrás nesta terra que já serviu até para coroas de nobres covardes fugirem da guerra.
As senhoras abastadas adoravam ostentar seus adornos vindos da Metrópole. Lamentavelmente, invariavelmente, ouro expropriado deste chão.
Quem assistiu ao Zé Roberto brilhar no Santos há dois anos ou ao Imperador Adriano, até o meio deste ano, no São Paulo, sabe o que seria um campeonato brasileiro com jogadores deste nível, em volume, desfilando seu talento por Maracas, Morumbis, Olímpicos, Barradões, etc...
Não faltam jogadores.
Falta é mentalidade gerencial para valorizar o que eles têm de melhor.
Falta arquibancada que não sejam as da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, etc... onde nossos conterrâneos enchem os olhos dos gringos.
Quer assistir a Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Pato jogarem junto?
No melhor estilo de reprodução colonial., já que a passagem é cara,
pague e assista-os, pelo pay-per-view.
A entressafra brasileira passa até pela língua _ fala-se do nosso futebol de cabeça baixa e até com sotaque.
Mas ela não chegou aos pés!!!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Cri$e: NYT e Veja. Quem sabe das coisas?
Pesquisa entre os quatro leitores deste blog!!!
Bem, é diversão pura ler sobre o caos financeiro perpetrado pelos EUA.
Eu nada entendo de economia. Mas, confiram abaixo, isso não é demérito.
Hoje, palavra de economista mas se assemelha a previsão meteorológica.
Perdão, engano: a turma do tempo anda bem melhor em suas previsões sobre liquidez, terremotos e afins que a tropa das verdinhas.
O mesmo se repete entre veículos de comunicação.
Eu fiquei estarrecido com a capa da Veja do último sábado, pois pouco antes havia lido artigo no site da UOL, traduzindo uma cipoada do New York Times quanto à atuação dos Falcões de Washington a vestirem a casaca do Tio Sam neste momento.
Vamos à pesquisa do instituto InfoBneto:
Quem tem razão _ Veja ou NYT?
O sigilo sobre o voto será absoluto.
Thanks brou
bn
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Bem, é diversão pura ler sobre o caos financeiro perpetrado pelos EUA.
Eu nada entendo de economia. Mas, confiram abaixo, isso não é demérito.
Hoje, palavra de economista mas se assemelha a previsão meteorológica.
Perdão, engano: a turma do tempo anda bem melhor em suas previsões sobre liquidez, terremotos e afins que a tropa das verdinhas.
O mesmo se repete entre veículos de comunicação.
Eu fiquei estarrecido com a capa da Veja do último sábado, pois pouco antes havia lido artigo no site da UOL, traduzindo uma cipoada do New York Times quanto à atuação dos Falcões de Washington a vestirem a casaca do Tio Sam neste momento.
Vamos à pesquisa do instituto InfoBneto:
Quem tem razão _ Veja ou NYT?
O sigilo sobre o voto será absoluto.
Thanks brou
bn
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20/09/2008
Em meio à crise financeira, dedos acusadores apontam para Bush
Mark Landler e Shreyl Gay StolbergEm Washington (EUA)
Durante toda a sua presidência, George W. Bush tem tentado evitar o destino do seu pai, que foi derrubado por uma economia anêmica. Agora, à medida que a crise financeira irradia-se para bem além de Wall Street, Bush depara-se com uma perspectiva ainda pior: ser responsabilizado, pelo menos em parte, por um colapso econômico.
"Haverá muitas oportunidades para discutir as origens deste problema", declarou Bush na sexta-feira (19) no Jardim Rosado da Casa Branca. "Mas agora é o momento para resolvê-lo".
Mas em Washington, em Wall Street e na campanha presidencial, o debate já teve início. O senador Barack Obama, o candidato democrata, denuncia aquilo que chama de "a filosofia fracassada" do governo Bush. O senador John McCain, do Partido Republicano, alegou na sexta-feira que "o governo não fez nada" para controlar as gigantes do setor hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, ainda que a Casa Branca tenha apresentado algumas propostas de reforma em Capitol Hill.
E embora os economistas e outros especialistas digam que o que não falta são culpados - democratas e republicanos no Congresso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), uma indústria irresponsável de empréstimos imobiliários, os bancos e também o antecessor de Bush, Bill Clinton -, eles concordam que parte da responsabilidade recai sobre o governo Bush.
Esses especialistas, de ambos os partidos políticos, afirmam que as escolhas pessoais feitas por Bush no início do seu governo e a colossal antipatia dele pela regulação criaram um clima que, se não provocou o caos, quase que sem dúvida agravou-o. Os dois primeiros secretários do Tesouro do presidente, por exemplo, careciam do conhecimento a respeito de Wall Street que poderia tê-los ajudado a soar o alarme em relação ao uso de instrumentos financeiros complexos que estão no centro da crise.
É bem verdade que Bush previu com precisão o perigo representado pelo Freddie Mac e o Fannie Mae, e passou a defender, já em 2002, uma maior regulação. Mas os especialistas dizem que o governo poderia ter feito ainda mais para conter os excessos no mercado imobiliário, e muito mais para fiscalizar Wall Street, que transmitiu esses problemas para o mundo inteiro.
Vincent R. Reinhart, ex-economista do Federal Reserve e membro do conservador Instituto Americano de Empreendimentos, afirma: "O governo Bush teria ajudado se delegasse poderes aos funcionários do Tesouro e do Federal Reserve, bem como ao controlador da moeda e à Corporação Federal de Depósitos de Seguros (FDIC) para que eles acompanhassem mais de perto essas questões. Além do mais, o Congresso teria também ajudado se fizesse inquéritos".
Em vez disso, as vozes no governo que pediam uma maior fiscalização de Wall Street viram-se com poucos aliados. William H. Donaldson, um ex-executivo de Wall Street que é dono de respeitadas credenciais republicanas, e que no governo Bush tornou-se diretor da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC), renunciou ao cargo após enfrentar resistências da Casa Branca e de membros republicanos da agência, que criticaram o apoio dele a regulações mais rígidas dos fundos mútuos e de hedge.
Atualmente, até mesmo algumas pessoas que simpatizam com Bush dizem que ele não consegue desvincular-se de uma indústria de hipotecas que saiu de controle e de uma indústria bancário que penhorou o seu futuro com empréstimos irracionais.
"Não há dúvida de que a crise ocorreu sob a administração dele", afirma Kenneth S. Rogoff, professor de economia da Universidade Harvard e assessor de McCain. "São oito anos de governo Bush. Houve muito tempo para lidar com esse problema".
Até certo ponto, Bush estava simplesmente seguindo um padrão de desregulação estabelecido pelo seu predecessor, Bill Clinton. E talvez a mais significante desregulação recente do setor bancário - a medida inédita que permitiu aos bancos expandir as suas operações para outras atividades financeiras, como os setores de investimentos e de seguros - tenha sido transformada em lei por Clinton, em 1999.
"Bush também herdou uma cultura de empréstimos e um insubstancial mercado imobiliário que se tornou profundamente arraigado na psiquê norte-americana", explica Rogoff.
E Reinhart diz que os mercados pareciam estar se saindo tão bem que poucos analistas, tanto no governo quanto no setor privado, tinham uma visão crítica a respeito deles.
"Quando tudo mundo está tendo um melhor desempenho, é difícil perceber a fragilidade subjacente", acrescenta Rogoff.
Mesmo assim, segundo os críticos, a Casa Branca estimulou um frenético livre mercado no qual os excessos puderam florescer. Ela evitou a regulação de bancos e de corretores hipotecários, deixando grande parte desta tarefa a cargo do Federal Reserve, que, sob o comando de Alan Greenspan, demonstrava ter pouco apetite por regulações. Quando o secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr. propôs, em abril, uma reforma das regulações que controlam o setor financeiro, a tempestade já estava em gestação.
A iniciativa do governo para controlar o Fannie Mae e o Freddie Mac foi neutralizada pelo Congresso.Mas o foco intenso do governo em repelir aquilo que ele previa ser uma crise imobiliária iminente não foi acompanhado de um esforço no sentido de conter a proliferação das diabolicamente complexas securities lastreadas em hipotecas, afirma Harvey S. Rosen, economista que atuou brevemente como diretor no Conselho de Assessores Econômicos de Bush.
"Talvez devesse ter havido um esforço nesse sentido", afirma Rosen. "Mas nós estávamos mais concentrados no fato de que, caso essas entidades mantivessem securities simples lastreadas por hipotecas, ainda assim teríamos um desastre esperando para ocorrer".
Além da simpatia do governo pela desregulação, alguns economistas argumentam que as suas políticas fiscais e tributárias tornaram os Estados Unidos mais dependentes do capital estrangeiro, o que inflou a bolha dos preços dos imóveis.
"Outro Tesouro teria adotado uma abordagem diferente", diz Lawrence H. Summers, que atuou como secretário do Tesouro no governo Bill Clinton.
"Não creio que a economia tenha sido bem administrada, e isto foi sem dúvida crucial para que surgissem os problemas que agora enfrentamos". A Casa Branca e o Congresso queriam tornar a moradia acessível para mais norte-americanos, e a liberação dos mercados de empréstimos era uma maneira de atingir esse objetivo.
Como disse Rogoff: "Foi uma forma de ajudar as pessoas pobres baseada no mercado. Havia uma crença incrível nos livres mercados".
Apesar de toda essa fé, os dois primeiros secretários do Tesouro do governo Bush, Paul H. O'Neill e John W. Snow, foram anteriormente executivos de alto escalão do setor empresarial, não tendo vindo de Wall Street. Eles eram vistos em Washington como defensores dos interesses empresariais, e como indivíduos que se sentiam desconfortáveis com os mistérios dos mercados. Nenhum dos dois é visto como figura de muita influência na casa Branca, e o Departamento do Tesouro perdeu parte da primazia que tinha em política econômica durante a administração de Summers e do seu antecessor, Rober E. Rubin. O'Neill e Snow recusaram-se a conceder entrevistas para este artigo.
"A principal agência responsável por ficar de olho nesse tipo de coisa é, e deveria ser, o Departamento do Tesouro, e eu acho que o presidente errou desde o princípio ao nomear dois secretários sem nenhuma experiência em finanças", critica Bruce R. Bartlett, economista republicano que trabalhou para os presidentes Ronald Reagan e George H.W. Bush.
A Casa Branca nomeou pessoas com experiência em mercados para outros cargos, incluindo a presidência da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio. Mas o primeiro presidente da SEC escolhido por Bush - Harvey L. Pitt, um famoso advogado do setor de securities - caiu devido a erros políticos. Pitt foi substituído por Donaldson, que renunciou em 2005. Os críticos afirmam que a SEC esteve menos ativa na administração do seu atual presidente, Christopher Cox, um ex-parlamentar republicano da Califórnia.
Segundo o Departamento de Responsabilidade Governamental, durante a administração de Cox a SEC dedicou menos tempo a fazer cumprir as regras e multou menos os infratores. Nesta semana, McCain pediu a renúncia de Cox. Em outras áreas, as falhas do governo Bush parecem mais um caso de inação. Os economistas dizem que o governo pouco fez para conter as práticas das corretoras de hipotecas, que são reguladas pelos Estados. Mas, segundo esses técnicos, os parlamentares democratas são igualmente culpados.
"Os democratas defenderam metas de moradia acessível, mesmo frente às evidências de que as pessoas que receberam os empréstimos não poderiam tê-los recebido", afirma Robert E. Litan, pesquisador da Brookings Institution. Ele acrescenta: "Eu responsabilizo os democratas por exigirem que o Fannie Mae continuasse comprando esses empréstimos. E culpo o governo por ter permitido isso".
Funcionários da Casa Branca observam que o governo propôs reformas dos procedimentos de acordo imobiliários e da Administração Federal de Moradia, duas áreas que ela identificou como as que representavam o maior risco sistêmico para os mercados. Eles afirmam que os democratas no Congresso bloquearam esses esforços. Quando Bush nomeou Paulson, o diretor-executivo do Goldman Sachs, para suceder a Snow em 2006, o Departamento do Tesouro finalmente obteve um especialista em mercados. Mas, antes disso, o presidente concentrou-se em aumentar a competitividade do setor financeiro norte-americano, que ele temia que estivesse perdendo terreno para a Europa e a Ásia. Falando nesta semana, antes que o governo decidisse resgatar os bancos, Paulson repeliu as sugestões de que fosse o culpado.
"Estou jogando com as cartas que recebi", disse ele. Quanto ao presidente, que assumiu a Casa Branca seis anos antes que ele passasse a comandar o Departamento do Tesouro, Paulson afirma: "Ele deixará história para os historiadores".
Tradução: UOL
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Embuste Jr. and McQuain?
Nossa, gostaria de ser uma fly, ouvindo o papo entre os dois grandes republicanos da atualidade: George Embuste e John McQuain?.
A Sra. Sarah Palin é fichinha. Uma dona de casa démodé _ já teve seus 15 min. de fama por causa da filha _ perdão pelo trocadilho _ liberal, e que poderia se ater a trazer e levar cafezinho durante a conversa dos dois.
Nenhum demérito em ser dona de casa. É uma barra. O lar pode ser tão complexo quanto ser CEO de uma multinacional _ correto?
O problema é que esta senhora não enxerga diferença entre explosão de panela de pressão ou bomba atômica.
Voltando...
George Embuste e John McCain? _ que gente burra, cafona!!!
Senhores, o que deve ser um diálogo entre esses dois?
Falar eles sabem. A gente vê na TV.
Se eles dizem coisa com coisa é outra estória.
Anos atrás, quando o FH esteve em Washington, parabenizando o Bush pela primeira eleição, o NYT ou algum outro jornal respeitado _ de lá _ escreveu:
“De um lado um presidente do terceiro mundo (sic! sempre o preconceito) fluente em quatro idiomas. Do outro, o nosso, tropeçando no inglês”.
Aliás, estes yankees estão protagonizando um dos períodos mais infelizes da nação que deu ao mundo eventos primorosos como jazz, Hollywood, rock´n´roll, literatura beat, movimento pelos direitos civis, afirmação de sexualidades alternativas, o homem na lua, etc..., etc..., etc...
O Embuste Jr. está escondido na sala oval. Não dá as caras. Ele queima o filme do seu partido e o novo candidato do seu partido tenta dele fugir _ a ponto de falar em mudanças em Washington, como se de lá não fosse dileta herança.
Mas o McQuain? nem eleito foi e já começou a empunhar a mesma metralhadora giratória de verborrágica ignorância global.
Ele ouviu o nome Zapatero, ao ser entrevistado por uma jornalista da mídia madrileña, e colocou o primeiro-ministro da Espanha na América do Sul (sic!)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Zapatero, quem????? Só podia ser o McQuain?!
Confira na matéria da Folha OnLine abaixo.
Agora, para esses senhores, além de Buenos Aires ser a capital do Brasil, Madri fica na América do Sul. Deve ser o excesso de gordura dos burguers que ao longo dos anos acaba subindo ao cérebro, tornando o raciocínio pastoso.
A América republicana, alienada e insolvente merece isso mesmo.
A lástima é que as conseqüências pairem sobre nós.
John McQuain? também não sabe o que fala ou do que(m) fala.
FOLHA Online
www.folha.com.br
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19/09/2008 - 08h57
McCain se confunde, mas assessores negam que desconheça Zapatero
colaboração para a Folha Online
Em entrevista a uma rádio americana, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, se confundiu sobre a identidade de José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro espanhol. Logo depois, seus assessores desmentiram o fato e asseguraram que ele sabia exatamente a que pessoa se referia.
Questionado por uma jornalista espanhola se receberia o primeiro-ministro na Casa Branca, McCain respondeu: "Me encontrarei com os chefes de Estado que são nossos amigos, e que querem cooperar com a gente".
"Aliás, o presidente do México, Felipe Calderon, está travando um combate muito difícil contra os cartéis da droga", acrescentou, dando a entender que estava confundindo a Espanha --um membro pleno da Otan e um aliado na luta contra o terrorismo-- com um país latino-americano.
"Sim, mas estou falando da Europa. Você quer se encontrar com Zapatero?", insistiu a jornalista. O senador de Arizona repetiu sua resposta, destacando que somente se encontraria com "os chefes de Estado que têm os mesmos princípios e a mesma filosofia que a gente: direitos humanos, democracia e liberdade".
A jornalista perguntou novamente a McCain se ele receberia Zapatero na Casa Branca. "Sinceramente, preciso examinar nossas relações, as situações e as prioridades, mas posso garantir que estreitarei as relações com nossos amigos e lutarei contra os que querem prejudicar os Estados Unidos. Sei como fazer essas duas coisas", respondeu o candidato republicano.
"Posso dizer que tenho um balanço satisfatório sobre o trabalho realizado com os dirigentes da América do Sul que são nossos amigos, e com quem lutamos contra os que são nosso inimigos", insistiu McCain.
Um dos assessores de McCain, Randy Scheunemann, afirmou que "o entrevistador perguntou várias vezes sobre a vontade do senador" de se reunir com Zapatero, e o candidato "o identificou muito bem, por isso que não há dúvida" de que ele "sabe exatamente sobre quem estava se referindo".
"O senador McCain se recusou a assumir um compromisso sobre uma eventual reunião na Casa Branca com o chefe do governo da Espanha", declarou Scheunemann.
Segundo a imprensa espanhola, Zapatero afirmou que "é lógico que (McCain) tenha a prudência necessária em meio a um processo eleitoral", e lembrou que jamais teve qualquer reunião formal com Bush.
Os republicanos criticam Zapatero por ter retirado o contingente espanhol do Iraque em 2004. Já o predecessor do dirigente socialista espanhol, o conservador José Maria Aznar, é sempre recebido na Casa Branca pelo presidente George W. Bush.
Com Efe e France Presse
Leia mais
sábado, 20 de setembro de 2008
O dólar, o presidente e a maçã
No princípio criou Deus o mercado.
Para habitar o mercado, o dólar.
De um rasgo de dólar, a raça.
In God we trust
Mas de novo a maçã.
O que há com o fundamentalismo liberal made in USA?
Homens de toga derrubam duas torres.
Homens de terno implodem o mundo.
O maremoto de NY inverte a lógica.
O Katrina avançou contra a cidade de New Orleans.
O desta semana partiu do pier de Manhattan,
inundando pregões com ondas gigantes de falência.
É um maremoto de proporções ainda não definidas,
podendo transformar paredes de pedra
dos dois hemisférios em areia.
Wall Street não cheira mais pó, cheira anthrax.
Wall Street é a Meca do mundo corporativo ateu.
Wall Street só não abre mão de uma commodity: o Prozac.
Wall Street é a Disneylândia das ações roídas pelos mouses.
Wall Street vai alugar seu touro, em busca dum troco, enfeitando festa em Barretos.
Osama Bin Laden está desolado, com medo de ser destituído, demitido.
O terrorista islâmico levou quatro anos concebendo um atentado
que os parceiros de fé de George W. Bush otimizaram para quatro dias.
Isso sim é case de reengenharia.
A terceira guerra mundial começou sem um tiro.
Quem precisa de armas atômicas frente a bombas brancas
como ENRON e ERNEST&YOUNG / LEHMAN BROTHERS & AIG?
O mercado _ esta entidade asséptica, transparente, arrojada _ comprova que nem o melhor botox camufla uma face enrugada:
ao entrar em crise, vira um bebê-chorão.
Implora pelo colo do estado.
Será o fim da babel especulativa, do dinheiro de plástico, dos (de)graus de investimento?
Corremos o risco de tropeçar, voltar à pré-história, ao escambo?
Não acredito.
Mas, se for necessário, sugiro enviar nosso presidente _ Henrique Meirelles _ para
faxinar o distrito financeiro yankee.
Em troca, eles podiam nos dar um estadista de verdade _ seja bem-vindo Obama!
ps: Estou ansioso pela próxima Caras. Que ela nos revele o fim da história das aplicações de Francis Fukuyama.
Para habitar o mercado, o dólar.
De um rasgo de dólar, a raça.
In God we trust
Mas de novo a maçã.
O que há com o fundamentalismo liberal made in USA?
Homens de toga derrubam duas torres.
Homens de terno implodem o mundo.
O maremoto de NY inverte a lógica.
O Katrina avançou contra a cidade de New Orleans.
O desta semana partiu do pier de Manhattan,
inundando pregões com ondas gigantes de falência.
É um maremoto de proporções ainda não definidas,
podendo transformar paredes de pedra
dos dois hemisférios em areia.
Wall Street não cheira mais pó, cheira anthrax.
Wall Street é a Meca do mundo corporativo ateu.
Wall Street só não abre mão de uma commodity: o Prozac.
Wall Street é a Disneylândia das ações roídas pelos mouses.
Wall Street vai alugar seu touro, em busca dum troco, enfeitando festa em Barretos.
Osama Bin Laden está desolado, com medo de ser destituído, demitido.
O terrorista islâmico levou quatro anos concebendo um atentado
que os parceiros de fé de George W. Bush otimizaram para quatro dias.
Isso sim é case de reengenharia.
A terceira guerra mundial começou sem um tiro.
Quem precisa de armas atômicas frente a bombas brancas
como ENRON e ERNEST&YOUNG / LEHMAN BROTHERS & AIG?
O mercado _ esta entidade asséptica, transparente, arrojada _ comprova que nem o melhor botox camufla uma face enrugada:
ao entrar em crise, vira um bebê-chorão.
Implora pelo colo do estado.
Será o fim da babel especulativa, do dinheiro de plástico, dos (de)graus de investimento?
Corremos o risco de tropeçar, voltar à pré-história, ao escambo?
Não acredito.
Mas, se for necessário, sugiro enviar nosso presidente _ Henrique Meirelles _ para
faxinar o distrito financeiro yankee.
Em troca, eles podiam nos dar um estadista de verdade _ seja bem-vindo Obama!
ps: Estou ansioso pela próxima Caras. Que ela nos revele o fim da história das aplicações de Francis Fukuyama.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
REM 19set08
_ Futebol carioca:
. Renato de volta ao Vasco. Coitado do Dinamite, não merecia isso...
. O Cuca é "a Cuca". Faz de qualquer torcedor uma criança assustada...
. O meu Fla do Caio. 93 reforços e o Jaílton medíocre + o Kleberson aposentado são titulares...
. O Botafogo é quem está melhor na parada.
_ Dólar:
. Oito meses preparando merecidas férias de 15 dias na Europa. Tá tudo organizado, mas a reza é para o dólar não ultrapassar o valor que comprei os euros.
Os mercados, os mercados, e que dono do AIG ou Lehman vai perder patrimônio pessoal nesta degeneração que atinge a todos.
Quem manda só viver a emoção do mercado como plebe, da geral? Né?
_ DVD:
. "Homem de Ferro" é abaixo do que amigos falaram. Ainda assim, o menos ruim dos recentes filmes de super-heróis, apesar de enferrujado.
_ Programão:
. Vou atrás de ingresso para assistir a Charles Aznavour. Tá caro.
. Renato de volta ao Vasco. Coitado do Dinamite, não merecia isso...
. O Cuca é "a Cuca". Faz de qualquer torcedor uma criança assustada...
. O meu Fla do Caio. 93 reforços e o Jaílton medíocre + o Kleberson aposentado são titulares...
. O Botafogo é quem está melhor na parada.
_ Dólar:
. Oito meses preparando merecidas férias de 15 dias na Europa. Tá tudo organizado, mas a reza é para o dólar não ultrapassar o valor que comprei os euros.
Os mercados, os mercados, e que dono do AIG ou Lehman vai perder patrimônio pessoal nesta degeneração que atinge a todos.
Quem manda só viver a emoção do mercado como plebe, da geral? Né?
_ DVD:
. "Homem de Ferro" é abaixo do que amigos falaram. Ainda assim, o menos ruim dos recentes filmes de super-heróis, apesar de enferrujado.
_ Programão:
. Vou atrás de ingresso para assistir a Charles Aznavour. Tá caro.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Avião, Fukuyama e instituto infoBneto
Americano acha que inventou o avião.
Americano acha que a história já acabou.
Americano acha que todo mundo pode embarcar em suas viagens.
Mas, de repente, dois aviões explodem as Torres Gêmeas.
Dizem que brasileiro não tem memória. Americano tem memória?
Transformam a derrota no Vietnã em glória. Era flecha contra napalm, mas quem voltou de lá é veterano a ser honrado.
Americano conservador fala do McCain como se ele não fosse herdeiro do Bush.
Não é só americano, Diogo Mainardi também não tem memória.
O Fukuyama foi só o começo. Não basta dizer que o confronto das ideologias está esgotado frente à força do império Yankee.
Americano quer reescrever a história:
Saddam foi amigo deles. Virou inimigo.
Osama recebeu armas e treinamento deles. E o tiro saiu pela culatra.
Americano gosta de direcionar a quem amar e odiar tal qual a catarse de lâmpadas num pinball.
Inúmeros inputs, informação overload, reflexão zero.
Obrigado Mr. Orwell.
Americano acha que para ficar no topo do planeta é preciso, inclusive, aprender a recontar medalhas.
Eles sempre defenderam as de ouro na frente.
Agora desejam inventar outra lógica a ser respeitada.
Sinceramente, eu nunca gostei do fato dum país que tenha 4 medalhas de ouro e apenas 7 no total _ caso da Etiópia _ fique à frente, por exemplo, de Cuba que só conseguiu 2as de ouro, contudo, 24 medalhas no somatório. Estes são números das Olimpíadas de Pequim.
Cuba em 28tavo lugar, Eitópia 18tavo lugar.
Aí, até por nacionalismo pueril, desde o Pan do ano passado, fiquei com a seguinte idéia:
Ouro _ 3 pontos
Prata _ 2 pontos
Bronze _ 1 ponto
E dessa forma verifico o volume de pontuação entre as duas grandes potências do evento encerrado na semana passada:
(fonte: Globo Esporte.com)
China _ 51 _ 21 _ 28 = 100 medalhas
Estados Unidos _ 36 _ 38 _ 36 = 110 medalhas
Pelo método infoBneto de pesquisa chego a:
China: 153 + 42 + 28 = 223 pontos
EUA: 108 + 76 + 36 = 220 pontos
Ou seja, o ponto de vista é meu. Mas tenho este direito.
E por A + B concluo que tanto no mundo real quanto no simulacro _ se é que na contemporaneidade existe delimitação entre estes dois universos _ os Tchìná ganharam a parada.
Milhares de anos atrás, Platão já percebia o simulacro como "perversão da cópia".
E eu que imaginei serem os chineses os melhores em pirataria...
Americano vai patentear uma nova matemática.
Made in USA.
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